RECEÇÃO DE LEITURA DA TRAGÉDIA PROMETEU AGRILHOADO, DE ÉSQUILO (SÉCULOS VI a.C. e V a.C.), NO CONTO O PROMETEU AGRILHOADO HOJE, DE ANTÓNIO CABRAL (1931-2007)

Auteurs

  • José Carlos Magalhães Pereira Universidade de Coimbra

DOI :

https://doi.org/10.37334/riesa.v8i1.89

Mots-clés :

Prometeu Agrilhoado; Prometeu Agrilhoado Hoje; Ésquilo; António Cabral; receção de tragédia em conto.

Résumé

Propomo-nos a analisar a receção de leitura da tragédia Prometeu Agrilhoado, da autoria de Ésquilo (séculos VI a.C. e V a.C.), da pátria dos antigos helenos, no conto O Prometeu Agrilhoado Hoje, do português transmontano António Cabral – de nome completo António Joaquim Magalhães Cabral, que nasceu em 1931, em Castedo do Douro, do concelho de Alijó, e faleceu em 2007, em Vila Real. Adotámos, para o nosso estudo, a edição Ésquilo. Prometeu Agrilhoado – que é o hipotexto a que nos referiremos –, cujo texto clássico é traduzido por Ana Paula Quintela Sottomayor. Adotámos também a edição O Prometeu Agrilhoado Hoje, de António Cabral, que é o hipertexto a que nos referiremos.

Biographie de l'auteur

José Carlos Magalhães Pereira, Universidade de Coimbra

Mestre em Estudos Clássicos - Poética e Hermenêutica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

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José Carlos Pereira nasceu em Felgueiras corria o ano de 1962.

Tem desenvolvido, desde muito novo, uma intensa atividade cultural, junto de escolas e associações, como animador de tertúlias-concertos, exposições, concursos literários e coordenador de antologias.

É membro fundador (e ativo) de várias agremiações culturais, incluindo a Associação José Afonso, com sede em Setúbal, e fundador e um dos mentores do bem-sucedido movimento cultural Tertúlias Itinerantes.

É licenciado em Português-História, pela Universidade Aberta, e mestre em Estudos Clássicos – Poética e Hermenêutica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, cuja dissertação tem como título Adaptação e intertextualidade na obra infantojuvenil Contos Gregos, de António Sérgio, trabalho distinguido com menção honrosa na edição de 2023 na categoria de Estudos e Investigação do prestigiado Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio 2023, promovido pela CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, com sede em Lisboa.

Durante quase duas décadas (1993-2010), foi jornalista do Jornal de Notícias e colaborador regular de O JOGO. Escreveu, também, para um conjunto alargado de jornais regionais, onde coordenou, designadamente, suplementos culturais e de crítica literária. Foi, ainda, realizador e apresentador de programas na Rádio Felgueiras. Foi o autor das “Crónicas Transatlânticas”, que escrevia quinzenalmente para os jornais A Hora e Na Pauta Online, do Brasil, da agência de notícias do Grupo A Hora.

Sócio da Associação Portuguesa de Escritores (APE) e do PEN Clube Português e beneficiário da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), tem, presentemente, vários trabalhos para publicação (poesia, contos infantojuvenis e teatro). O seu Auto da Comunhão – As Flores do Mundo, um trabalho dramático-musical para a infância sobre o mistério do Natal, foi trabalhado por grupos de teatro em Portugal e no Brasil (estados de S. Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina).

Além de Vertentes da Mesma Luz, livro de poesia publicado em 1992, integra coletâneas poéticas e de contos. Em 2012, lançou Miguel Sarapintas e o pinto de três patas, conto infantojuvenil, em prosa e em verso, que aborda a temática do bullying e que veio a conquistar o amplo reconhecimento da crítica. Atualmente, esse livro vai já na 4.ª edição. Em 2017, foi publicado em Braille, graças a uma parceria com a Santa Casa da Misericórdia do Porto, através do seu Centro Integrado de Apoio à Deficiência (CIAD) e do Centro Professor Albuquerque e Castro – Edições Braille.

Em 2020, lançou, na abertura da programação do Fantasporto, o livro infantojuvenil O Sol Não Anda, que aborda o diálogo entre pais e filhos, a natureza e a astronomia.

Obras literárias de José Carlos Pereira têm sido selecionadas pela Universidade de Coimbra no âmbito da sua Semana Cultural, que realiza em março de cada ano: em 2022, O Sol Não Anda foi objeto de uma teatralização (performance) no auditório da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação; e em 2023 foi a vez do conto Carta para Ofélia (missiva imaginária de Fernando Pessoa para a sua namorada), levada à cena no auditório da Faculdade de Economia.

 Lília de Castro e Costa é a mentora das atividades literárias de José Carlos Pereira.

Publiée

2025-06-30