ÁLVARO DE CAMPOS: ELE-MESMO

Autores

  • João Bartolomeu Rodrigues Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro & CECS
  • André Ribeiro Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
  • Cristiana Magalhães Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
  • Sofia Rodrigues Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
  • António Nunes Instituto Superior de Saúde ISAVE

DOI:

https://doi.org/10.37334/riesa.v5i1.59

Palavras-chave:

Álvaro de Campos, modernismo, história do pensamento português, literatura, filosofia

Resumo

A obra de Álvaro de Campos veio violentar o modernismo, tanto português como europeu; o seu trajeto intelectual e artístico influenciou inúmeros criadores e pensadores, tendo-se cimentado como importantíssimo para o Pensamento português, e para a Alma portuguesa como unidade concreta. No presente trabalho almejamos, não apenas, observar Álvaro de Campos na sua totalidade – o que quer que tal totalidade seja –, construindo ideias e conceitos sobre as suas três fases essenciais, mas também apoderarmo-nos de uma visão sinóptica que a obra encerra, nos três artigos completos, cada um sobre cada fase-fatia da Alma de Campos: uma primeira, de profunda decadência, espiralada centralmente no Opiário; uma segunda, grandiosa e genial, modernista-futurista, na Ode Triunfal; e uma última, crepuscular, de óbvio devir intimista, na Tabacaria. Numa palavra: perseguimos uma cosmovisão, um estilo – todo um respirar próprio e dissemelhante do de Pessoa. Isso significa, ainda, que nos referimos a Campos ele-mesmo, interiormente, e não a Campos quando ruminado na ideia de Pessoa; a nós interessa-nos o Campos-único.

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Publicado

2022-08-23