O papel da sociedade civil na dinâmica da democracia em Angola

Conteúdo Principal do Artigo

Honório Salvador Pedro Santana
JOSÉ CHEPALANGA SABINO

Palavras Chave

Sociedade civil, Cidadania, Participação política, Democracia

Resumo

Angola quando se tornou independente a 11 de Novembro de 1975, instaurou um regime político não democrático, um sistema monopartidarista inspirado pelo marxismo-leninismo. Porém, após os acordos de Bicesse, o país transitou de um sistema monopartidarista para multipartidarista, permitindo então a instauração de um regime democrático e a realização das primeiras eleições, isto em 1992. Este processo permitiu inscrever Angola no bloco dos países democráticos. Mas apesar destes acontecimentos, o regime democrático angolano ainda apresenta nos dias de hoje muitas insuficiências e constrangimentos, no que diz respeito a sua factibilidade, razão pela qual este artigo procura fazer um estudo a respeito da participação política dos cidadãos no contexto democrático de Angola, com fundamento teórico do contrato social de Jean Jacques Rousseau e da teoria da democracia participativa. Trata-se de uma pesquisa descritiva, de modelo qualitativo. Para recolha de dados baseou-se na pesquisa bibliográfica e documental, na técnica da observação e da entrevista semiestruturada. Os resultados obtidos levam a concluir que o regime democrático angolano, bem como o seu modelo de governação, limitam a participação política da sociedade civil.

Resumo 210 | PDF Downloads 72
Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.